Stranger Things

7 Curiosidades de Stranger Things: Segredos da 1ª Temporada

O Fenômeno Hawkins: Por que a 1ª Temporada Ainda Nos Fascina?

Em julho de 2016, o mundo foi apresentado a uma pequena cidade chamada Hawkins, em Indiana. O que parecia ser apenas mais um conto de desaparecimento infantil rapidamente se transformou em um marco da cultura pop contemporânea. Você se lembra da primeira vez que sentiu aquele arrepio com o sintetizador da abertura de Stranger things? Pois é, o impacto foi global e imediato.

A série não apenas resgatou a estética dos anos 80, mas também redefiniu o que esperamos de uma produção de suspense e ficção científica. Mas, por trás das câmeras, a jornada para trazer o Mundo Invertido à vida foi repleta de desafios técnicos, escolhas de elenco arriscadas e uma boa dose de rejeição por parte dos grandes estúdios. Neste artigo, mergulhamos fundo nas curiosidades que tornaram a primeira temporada um sucesso absoluto.

“A nostalgia é uma ferramenta poderosa, mas sem uma história humana no centro, ela é apenas um filtro vazio. Stranger Things acertou no coração.”

1. O Projeto Montauk: A Origem Real (e Bizarra)

Você sabia que, originalmente, a série nem se passaria em Hawkins? O título de trabalho era Montauk e a trama seria situada em Long Island, Nova York. A escolha do local não foi aleatória. Os Irmãos Duffer, criadores da série, basearam-se em teorias da conspiração reais sobre o “Projeto Montauk”.

Teorias de Conspiração em Long Island

Dizia-se que, durante a Guerra Fria, o governo dos EUA realizou experimentos secretos em Camp Hero, envolvendo viagens no tempo, teletransporte e controle mental. Soa familiar? Eleven e o Laboratório de Hawkins foram diretamente inspirados por esses relatos urbanos. No fim, a produção mudou o cenário para a fictícia Hawkins por questões de viabilidade e para criar uma atmosfera de “cidade pequena americana” mais universal.

2. A Luta Contra a Rejeição: 15 Redes de TV Disseram “Não”

É difícil imaginar hoje, mas Stranger Things quase nunca existiu. Antes da Netflix apostar no projeto, os Duffer apresentaram a ideia para cerca de 15 a 20 redes de televisão diferentes. A resposta era quase sempre a mesma: “Vocês precisam mudar o foco”.

Os executivos não entendiam como uma série protagonizada por crianças poderia atrair o público adulto, a menos que fosse um programa puramente infantil. Eles sugeriram que a série focasse inteiramente no xerife Hopper ou que os Duffer transformassem o show em algo para o Disney Channel. Felizmente, os criadores mantiveram sua visão de uma história sombria com crianças no centro, provando que o público estava sedento por essa mistura de gêneros.

3. Casting: A Descoberta de Talentos Únicos

O processo de escalação foi exaustivo. Os produtores testaram 906 meninos e 307 meninas para os papéis principais. O objetivo era encontrar crianças que não parecessem “atores de Hollywood”, mas sim crianças reais, com imperfeições e personalidades distintas.

Gaten Matarazzo e a Displasia Cleidocraniana

Gaten, que interpreta Dustin, foi o primeiro a ser escalado. Ele sofre de displasia cleidocraniana, uma condição que afeta o desenvolvimento dos ossos e dentes. Os Duffer ficaram tão encantados com sua personalidade que decidiram incorporar a condição real do ator ao personagem, tornando Dustin um dos personagens mais queridos e representativos da série.

Millie Bobby Brown e o Sacrifício do Cabelo

Para o papel de Eleven, Millie teve que raspar a cabeça. Inicialmente, ela e seus pais hesitaram. Para convencê-la, os diretores mostraram fotos de Charlize Theron em Mad Max: Estrada da Fúria, provando que uma mulher de cabelo raspado poderia ser extremamente poderosa e icônica. Millie aceitou o desafio, e o resto é história.

4. Referências Cinematográficas e o “Manual de Estilo”

A primeira temporada é uma carta de amor aos anos 80. Para garantir que toda a equipe estivesse na mesma página, os Duffer criaram um “lookbook” que referenciava obras de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King.

  • E.T. – O Extraterrestre: A dinâmica das crianças em bicicletas e a proteção de um ser especial.
  • Conta Comigo: A amizade profunda e o amadurecimento diante de perigos reais.
  • Poltergeist: A comunicação através de luzes e paredes.
  • A Coisa (The Thing): O horror visual e o isolamento.

Essa curadoria visual foi tão precisa que até a granulação da imagem foi trabalhada para simular a película de filme dos anos 80, aumentando a imersão do espectador naquela década.

5. O Demogorgon: Efeitos Práticos vs. CGI

Em uma era dominada por efeitos digitais, os Duffer insistiram no uso de efeitos práticos sempre que possível. O Demogorgon da primeira temporada não era apenas um modelo 3D; era, na maioria das vezes, um ator (Mark Steger) vestindo um traje animatrônico complexo de mais de 2 metros de altura.

A cabeça da criatura era operada remotamente e possuía 26 motores individuais para criar o movimento de abertura das pétalas da boca. Isso dava aos atores mirins algo real para reagir no set, o que contribuiu para o realismo do medo sentido nas cenas de confronto.

6. O Tanque de Privação Sensorial: Realismo e Sal

Uma das cenas mais icônicas envolve Eleven entrando em um tanque de privação sensorial improvisado em uma piscina de escola. Para garantir que Millie Bobby Brown flutuasse sem esforço, a produção utilizou mais de 500 quilos de sal Epsom.

Millie teve que usar fones de ouvido para se comunicar com os diretores enquanto estava submersa, pois o silêncio absoluto era necessário para a cena. A experiência foi tão imersiva que a atriz descreveu o momento como um dos mais desafiadores e transformadores da primeira fase da série.

7. Comparativo: A Evolução do Conceito

Para entender como a série mudou desde sua concepção inicial, veja a tabela abaixo comparando o projeto original com o que vimos na tela:

ElementoProjeto “Montauk” (Original)Stranger Things (Final)
LocalizaçãoMontauk, NY (Praia)Hawkins, IN (Subúrbio)
TomTerror Adulto e GráficoSuspense Amblin (Equilibrado)
InimigoExperimento GovernamentalDemogorgon / Mundo Invertido
Trilha SonoraOrquestral ClássicaSintetizadores e New Wave

Conclusão: O Legado de um Início Perfeito

A primeira temporada de Stranger Things não foi apenas um sucesso de audiência; foi um fenômeno cultural que provou que histórias originais, quando feitas com paixão e respeito ao gênero, ainda têm espaço em um mercado saturado de remakes. Desde a química do elenco até a trilha sonora icônica da banda S U R V I V E, cada detalhe foi meticulosamente planejado.

Se você é fã da série, revisitar esses segredos nos faz apreciar ainda mais o esforço dos Irmãos Duffer em manter sua integridade artística. Agora, que tal preparar a pipoca e maratonar novamente esse clássico moderno? A jornada de Will, Mike, Dustin, Lucas e Eleven é eterna.

Perguntas Frequentes

Qual é a idade dos atores na 1ª temporada?

Na época das gravações (2015/2016), os atores mirins tinham entre 11 e 13 anos. Millie Bobby Brown e Noah Schnapp eram os mais novos, com 11 anos.

Onde a série foi realmente filmada?

Embora se passe em Indiana, a maior parte das filmagens aconteceu em Atlanta e cidades vizinhas na Geórgia, devido aos incentivos fiscais e cenários naturais.

Stranger Things é baseada em fatos reais?

A série é fictícia, mas se inspira em teorias da conspiração reais como o Projeto MKUltra e o Projeto Montauk, ambos investigados pelo governo americano.

Por que o nome mudou de Montauk para Stranger Things?

A mudança ocorreu porque a produção decidiu mover a trama para o interior dos EUA. O título final foi escolhido por soar misterioso e remeter aos livros de Stephen King.

Quem criou a icônica trilha sonora da série?

A trilha sonora original foi composta por Kyle Dixon e Michael Stein, da banda de sintetizadores S U R V I V E, trazendo a sonoridade clássica dos anos 80.

Quantos episódios tem a primeira temporada?

A primeira temporada conta com 8 episódios, um formato escolhido para manter o ritmo de um “filme de oito horas”.

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A. Oliveira

A. Oliveira

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